Alterações menstruais são comuns, mas podem estar relacionadas a doenças


12/07/2017

Desde a puberdade até a menopausa, a menstruação faz parte da agenda fisiológica da mulher. Porém, no decorrer da vida, podem ocorrer alguns distúrbios menstruais; o mais frequente é o sangramento uterino anormal. Trata-se de uma alteração do padrão menstrual normal em relação à quantidade, duração e frequência da menstruação. O que é considerado normal: perda sanguínea em torno de 40 ml (25 a 70 ml); duração do fluxo de dois a sete dias; frequência dos fluxos entre 21 e 35 dias.


Entre as principais alterações relacionadas à menstruação, segundo o Dr. Alexandre Silva e Silva, ginecologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, estão a amenorreia, a hipermenorreia e a oligomenorreia.

 

“A amenorreia é a ausência de menstruação, que, quando normal, ocorre ou na gestação ou na menopausa. Porém ela pode acontecer em outras etapas da vida das mulheres por diversas razões, como distúrbios hormonais, falência ovariana precoce ou síndrome dos ovários policísticos, por exemplo. A condição não costuma evoluir para problemas mais sérios, mas as mulheres podem encontrar dificuldade para engravidar. ” A amenorreia também é comum nas mulheres que fazem uso de alguns medicamentos, como antidepressivos ou remédios para controle da pressão arterial.

 

A hipermenorreia é caracterizada por um aumento no fluxo menstrual e pode ocorrer em qualquer fase da vida da mulher entre a primeira e a última menstruação. “Geralmente está relacionada a alterações hormonais ou a algumas patologias, como miomas, pólipos ou câncer de endométrio.” Já a oligomenorreia é a menstruação irregular por alterações de frequência, apresentando ciclos com intervalos de mais de 35 dias, condição muito comum em atletas de alta performance e bailarinas e também em pacientes com ovários policísticos ou algum grau de falência ovariana precoce.


“Mas mais significativo do que ter um sangramento fora dos padrões normais é a mudança no padrão da menstruação próprio de cada mulher, pois usualmente a mulher apresenta um mesmo padrão durante toda a vida reprodutiva. Por isso, ela deve procurar um médico sempre que notar alguma alteração no padrão da menstruação, na qualidade ou na quantidade do fluxo”, alerta o Dr. Silva e Silva. Ou, ainda, se a mulher que já entrou na menopausa – que é caracterizada pela ausência de menstruação durante um período de 12 meses – voltar a ter sangramentos. “
Isso pode ser um sinalizador de que há alguma alteração no interior da cavidade uterina, como um pólipo endometrial ou até mesmo um câncer de endométrio.”

 

O tratamento varia conforme o tipo e a causa do sangramento uterino anormal. “Na maioria dos casos, o uso de anti-inflamatórios não hormonais associados a antifibrinolíticos são a primeira escolha até que se tenha um diagnóstico do motivo desse sangramento uterino anormal. Após essa elucidação diagnóstica e afastadas anormalidades com indicação cirúrgica, hormônios podem ser utilizados com sucesso.

No caso de intratabilidade clínica, o tratamento cirúrgico pode ser uma opção.”

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