Colesterol tem origem genética em cerca de 70% dos casos


08/08/2017

Todos os anos, as doenças cardiovasculares são responsáveis pela morte de milhares de pessoas ao redor do mundo. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), somente no Brasil esse número chega a 300 mil. O LDL elevado, popularmente conhecido como colesterol ruim, é um dos principais fatores de risco à saúde do coração, assim como a hipertensão, o diabetes, o tabagismo, a obesidade e o sedentarismo.

 

Cerca de 65% do nível de colesterol no sangue de uma pessoa têm origem genética e 35% estão relacionados a fatores alimentares e comportamentais. De acordo com o Dr. Fábio Lario, cardiologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, é fundamental que as pessoas conheçam quais são os seus índices de colesterol, sobretudo se possuírem parentes de primeiro grau com história de infarto ou de colesterol muito elevado. “O ideal é que até os 20 anos de idade as pessoas já tenham dosado os níveis de colesterol. Assim, caso eles estejam alterados, o paciente pode ser orientado e encaminhado para o tratamento mais adequado”, afirma o Dr. Lario. 

 

Segundo o cardiologista, além do fator genético, a alimentação incorreta, rica no consumo de gorduras de origem animal e gordura saturada, também é considerada um fator importante para o aumento dos índices de LDL no sangue.

 

A alimentação saudável e a prática regular de exercícios físicos são as melhores formas de controlar os índices de colesterol no sangue. Frutas, verduras e legumes devem ser a base de uma alimentação saudável para manter os níveis de colesterol equilibrados.  Segundo Fernanda Maluhy, nutricionista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o ideal é fugir de produtos industrializados ricos em açúcares e farinhas refinadas e que contenham elevado teor de gorduras hidrogenadas e trans.

 

​Mas engana-se quem pensa que a gordura deve ser totalmente eliminada da dieta. “As pessoas ainda desconhecem o papel da gordura no organismo e muitas vezes, sem orientação médica e nutricional adequada, optam por excluí-la, o que acarreta em um consumo maior dos açúcares e carboidratos refinados que estão diretamente relacionados com o surgimento da dislipidemia, que é o aumento dos níveis de gordura no sangue”.

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